domingo, 1 de janeiro de 2012

Mudança

Em tempo de mudança (de mês, de ano, de paradigma) não posso de deixar de recordar aqui o soneto de Camões:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.


José Mário Branco compôs, a partir deste poema, uma belíssima canção:

http://www.youtube.com/watch?v=tTTdJ5FM1mY


Também vem a propósito de mudança, o gesto de Manuel de Sousa Coutinho em Frei de Luís de Sousa, ao incendiar a sua casa. Este gesto inaugurou uma outra vida, uma tragédia, uma morte. Mudanças.

Mas nem todas as mudanças são trágicas, por isso aqui deixo o endereço da canção de Mercedes Sosa com votos de um excelente e estimulante 2º período:

http://www.youtube.com/watch?v=Za75SkduQX8

Sejam bem vindos ao novo ano!

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